Apresentação

Gerar, disseminar e debater informações sobre ALIMENTOS PARA ESPORTISTAS, sob enfoque de Saúde Pública, é o objetivo principal deste Blog produzido no Laboratório de Vida Urbana, Consumo & Saúde - LabConsS da FF/UFRJ, com participação de alunos da disciplina “Química Bromatológica” e com apoio e monitoramento técnico dos bolsistas e egressos do Grupo PET-Programa de Educação Tutorial da SESu/MEC.

Recomenda-se que as postagens sejam lidas junto com os comentários a elas anexados, pois algumas são produzidas por estudantes em circunstâncias de treinamento e capacitação para atuação em Assuntos Regulatórios, enquanto outras envolvem poderosas influências de marketing, com alegações raramente comprovadas pela Ciencia. Esses equívocos, imprecisões e desvios ficam evidenciados nos comentários em anexo.

domingo, 13 de julho de 2008

Se não é nutriente, mas tem ação farmacológica também, então por que não tem bula, com posologia, contra-indicações e etc....?




Os suplementos alimentares surgiram para suprir deficiências nutricionais da população, portanto com um cunho terapêutico. Atualmente são usados para aumentar a oferta de aminoácidos visando à síntese protéica, o ganho de massa magra e a hipertrofia muscular. Potencializando a atividade física.No objetivo de tornar mais acessível à população e de facilitar o registro no órgão de fiscalização do governo, são classificados como suplementos alimentares e não de medicamentos, desde que obedeçam a certos critérios de composição nutricional.
A composição protéica deve ser constituída de, no mínimo, 65% de proteínas de qualidade nutricional equivalente às proteínas de alto valor biológico, sendo estas formuladas a partir da proteína intacta e ou hidrolisada. As proteínas podem ser classificadas comoAlto valor biológico: encontram-se nos alimentos de origem animal (lacticínios, carne, peixe e ovos) e possuem aminoácidos essenciais em proporções adequadas às necessidades do organismo.
Baixo valor biológico: existem nos alimentos de origem vegetal, especialmente nas leguminosas frescas (ervilhas) e secas como o feijão. Estes alimentos não têm na sua composição os aminoácidos essenciais nas proporções adequadas às necessidades do organismo
Opcionalmente, estes produtos podem conter vitaminas e ou minerais. Podem conter ainda carboidratos e gorduras, desde que a soma dos percentuais do valor calórico total de ambos não supere o percentual de proteínas. Se apresentam sob a forma de: tabletes, drágeas, cápsulas, pós, granulados, pastilhas mastigáveis, líquidos, preparações semi-sólidas e suspensões. Mas somente os denominados medicamentos com ação farmacológica comprovada têm a necessidade de conter bula.

Daniele Fraga Sant´Ana e Jacqueline Serzedello de Souza

2 comentários:

Stéfano disse...

Ok.. Era pra suprir deficiências e hoje é ventido à preços absurdos e sem ter vantagem comprovada para os praticantes de atividades físicas intensas (acho que isso até é parte do marketing.. é importado, ou tem rótulo com inglês, é caro, embalagem bonita..)
Claro que vc aumenta a oferta e tapa qualquer buraco na demanda, mas pode haver sobrecarga e os danos são graves..

Gabriela Vicente disse...

O forte apelo do marketing populariza estes produtos, e leva milhares de esportistas ao uso indevido, como quantidade ou tempo inapropriado. Podemos observar uma diversidade na formação profissional das pessoas que indicam o uso de suplementos nutricionais, onde as principais fontes de prescrição são os treinadores e educadores físicos, seguidos de vendedores de lojas, que não possuem o devido conhecimento farmacológico e clínico para tal prática.
E apesar da Agência Nacional de Vigilância Sanitária recomendar o uso desses suplementos apenas para atletas, esses são considerados alimentos, e a totalidade destes suplementos são considerados de venda livre, sendo facilmente comercializados para a população em geral. O suplemento, conforme o próprio nome diz funciona para amparar a alimentação, sendo portanto secundário nesse processo e restrito para algumas classes, devido suas ações no organismo e potenciais efeitos adversos. É de fato um grande equívoco a comercialização desses suplementos, que possuem diversas atividades fisiológicas, sem acompanhamento de uma bula explicativa, como acontece com os medicamentos alopáticos.
Com a variedade existente de suplementos, o paciente deve estar atento á suas propriedades, faixa etária indicativa e proibitiva, recomendações de dose usual, potenciais efeitos adversos, já que é claro que algumas classes de suplementos são totalmente contra indicada para menores de 18 anos, pessoas que já possuíram doenças crônicas hepática e renal, entre outras.
Sua posologia também é muito importante, visto que um tempo prolongado de uso pode acarretar em efeitos adversos como ganho de peso, desconforto gastrointestinal, câimbras musculares, hemorragia, hiperestesias e diurese, os quais podem retardar ou mesmo prejudicar a performance do esportista, além de um agravamento no quadro clínico.